
Os tambores são utilizados desde as mais remotas eras da humanidade. Acredita-se que os primeiros tambores fossem troncos ocos de árvores tocados com as mãos ou galhos. Posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e as peles de animais passaram a ser utilizadas na fabricação roupas e outros objetos, percebeu-se que ao esticar uma pele sobre o tronco, o som produzido era mais poderoso. Pela simplicidade de construção e execução, tipos diferentes de tambores existem em praticamente todas as civilizações conhecidas. A variedade de formatos, tamanhos e elementos decorativos dependem dos materiais encontrados em cada região e dizem muito sobre a cultura que os produziu.
Os tambores exerciam nas civilizações primitivas, diversos papéis. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação. Atualmente, além das peles de animais que continuam sendo usadas nos tambores tradicionais, utilizam-se também peles sintéticas ou membranas plásticas que têm a vantagem de serem menos sujeitas às variações de temperatura e precisam de menos tensão para produzir sons com bastante qualidade.
O tambor é um catalisador de energias. Todo instrumento que emite som natural, ou seja, não eletrônico, é catalisador da energia refinada que está ao nosso dispor no universo para que possamos curar e sermos curados. Essa vibração penetra a matéria de nossos corpos, relaxa a musculatura, afrouxa as ligações entre as moléculas e propicia níveis mais profundos de concentração.
O som do tambor afina nosso coração com o coração da Mãe Terra, desperta a energia individual e coletiva em ritos e cerimônias, sendo esta energia o despertar de nosso curador interno. O som do tambor é como o som do coração. A batida está dentro de nós, no nosso coração, e trazer esta batida para fora no tambor é exteriorizar nossa emoção, cantar esse momento sagrado, tocar o sopro da alma, vibrando para fora do corpo, é a expressão da alquimia da vida.
Os xamãs consideram o tambor como o "cavalo" que os leva em viagens a outros mundos. O ritmo das batidas altera nossa percepção e estado de consciência, permitindo-nos entrar em contato com os mundos visíveis e invisíveis para proporcionar cura, meditação, autoconhecimento, empreender jornadas, nos harmonizarmos com a Terra e contatar os ancestrais, espíritos e animais guardiões.
Encontrar nosso ritmo interno e afiná-lo ao da Mãe Terra é equilíbrio e cura. As mulheres podem sentir os toques do tambor em seus úteros, geradores de vida, tal qual a Terra. As ancestrais buscavam alinhar coração e útero ao som do tambor, entrando em sintonia com a Mãe Terra, e encontrando assim seu som primordial, bem como o seu som e ritmo interno. O tambor é coração, pulsa cheio de vida, de ritmos que se alteram. O coração, assim como o tambor, é o mapa de toda a jornada de cura. Escutar o toque do tambor é também escutar a batida de nosso coração, sendo assim, é o guia para que nunca nos percamos na busca do contato com outras realidades e energias.
Nome genérico de todo instrumento de percussão membranófono. A musica africana, na origem e na Diáspora, compreende enorme variedade de tambores, e em geral seus nomes se estendem ás danças que geral e acompanham, tais como bamboula, carimbó, conga. Tumba etc. Quando usados ritualisticamente, são sacralizados, já que o som que emitem é portador de energia vital, de axé, servindo, por isso, como veículo de contato entre o mundo dos vivos e o das entidades sobrenaturais. Por isso recebem sacrifícios e oferendas e são tratados com o respeito que merecem as divindades.
Tambor de choro – ritual funerário das Casas de Minas maranhenses, o mesmo que sirrum
Tambor de Crioula – Dança profana dos negros do Maranhão. Dançando ao som de três tambores (grande, meião e crivador) e outros instrumentos de percussão, seu elemento característico é a punga, umbigada. Geralmente é realizada em louvor a são Benedito, mas pode ser apresentada em qualquer festejo, público ou particular, e até mesmo nas festas nuninas e no carnaval.
Tambor de Mina (1) – Modalidade de culto afro-brasileiro, de origem jeje, difundido a partir do Maranhão. Ritual de chamada e louvação de entidades espirituais africanas e ameríndias realizadas nas Casas das Minas do Maranhão. Também referido, no feminino, apenas com “mina”. A mina maranhense é rica em simbologias.
Tambor-de-Mina (2 Wikipédia)
Tambor de Mina – é a denominação mais difundida das religiões Arro-Brasileiras no Maranhão e na Amazônia. A palavra tambor da importância do instrumento nos rituais de culto. Mina deriva de negro da Costa da Mina denominação dada aos escravos procedentes da “costa situada a leste do Castelo de São Jorge de Mina” (Verger, 1987: 12) , no atual República do Gana trazidos da região das hoje Repúblicas do Togo, Benim e da Nigéria , que eram conhecidos principalmente como negros mina-jejes e mina-nagôs.
Tambor de Nagô – No maranhão, designação genérica dos cultos originários da tradição iorubá, em oposição, em oposição ao tambor-de-mina, de tradição jeje. Na gíria dos candomblés baianos, a expressão se refere à “boca do povo”, onde se expõe o nome de alguém como alvo de intrigas e maledicências . “ Não quero meu nome no tambor-de-nagô!”
Tambor de pagamento – Na mina maranhense, cerimônia com presente e homenagens dedicada aos tocadores de atabaque.
A música africana na Diáspora utiliza principalmente instrumentos de percussão, em uma vasta gama de timbres e formas. Instrumentos afro-cubanos: Em Cuba, os tambores mereceram de Alejo Carpentier (1983) a seguinte classificação:
a) encomos ou tambores nanigos, tensionados por cordas e cunhas, com uma só pele, tocada com uma das mãos, e subdivididos nos tipos bencomo, cossileremá, llaibillembi e bonco enchimillá;
b) tambores batá, bimembranófonos, ambipercussivos, de caixa de madeira em forma de ampulheta, fechados e tenscionados permanentemente por um cordame de pele, e que se denominam okonkolo, o menor, itótele, o médio, iyá, omaior –a “mãe” dos tambores. Além desses, devem citar-se a tumba e a tahona, que se destinam a diversos usos profanos e religiosos. A todos esses tambores podem, ainda somar-se o cajón, a marímbula, o güiro (reco-reco), os ekones (campânulas de ferro), para completar a percussão. Também se usam duas espécies de chocalhos: uma feita de dois cones de folhas flandres, soldados pela base cheios de pedrinhas; e outra que consiste em um cone de fibras trançadas, cheio de sementes.
Instrumentos Afro-brasiloeiros; Oneyda Alvarenga lista como de “origem negra” os seguinte instrumentos musicais usados no Brasil: Atabaque, adufe, berimbau,agogô, carimbó, caxambú, cacumbi, fungador, ganzá, gongon, mulungu, marimba, puíta, piano de cuia, pandeiro, quissanje, roncador, mperenga, socador, tambú, ubatá, vuvu vu,.xequerê (xequedê) e triângulo.
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