
Roupa se leva em casa mas se estende em praça pública que é para nunca mais sujar
Com todo humor crítico e uma estética carnavalesco-profano-religiosa do teatro de rua, a cia de jovens griôts, encena o espetáculo como uma trupe mambembe que visita as cidades como numa novena teatral de fórum que vai refletindo questões do cotidiano do povo, com o povo para o povo acreditando que de fato “a praça é do povo como o céu é do condor”.
As personagens são construídas e desconstruídas a partir da consulta direta ao público durante o espetáculo em mediações feitas pelos atores, valendo inclusive a troca de papeis entre platéia, atores e personagens.
A violência domestica surge a partir de uma simples (?) e ingênua (?) marca vermelha de batom na camisa de um homem da mesma forma simples (?!) e ingênuo (!?) e nem um pouco vermelho de vergonha, que á uma simples (?!) e ingênua (?!) pergunta, faz sangrar uma secular construções machistas, que atravessam visões religiosas, jurídicas, doenças sexualmente transmissíveis, papeis sociais e violências concebidas em nosso imaginário sobre a égide de que “briga de marido e mulher ninguém pode meter a colher.
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